Como fazer o backup e restauração do GLPI corretamente

BACKUP-GLPI

Aprenda de forma simples e rápida de como fazer o backup e restaurar o backup do GLPI corretamente. O seu sistema de GLPI hoje em dia está com backup em dia?, Você sabe como fazer o backup? Você sabe como restaurar o backup?, Você sabe porque realizar um backup?, Consulte as respostas para essas perguntas nesse artigo.


Porque fazer backup do GLPI?

Não é novidade para ninguém que problemas podem acontecer em ambientes em produção, e quando acontece um incidente, você precisa, repito, precisa ter um backup para restaurar a instância completa, seja qual for o problema que tenha dado que parou o serviço da sua empresa.

Os motivos para que seja necessário restaurar um backup são bem variados, e pode ser listado alguns deles, tais como:

  • Erro inesperado de acesso via web do GLPI.
  • Não conseguir ter acesso a alguma página em especifica do GLPI.
  • Corrompimento de arquivo(s).
  • Arquivos excluídos/deletados importantes.
  • Precisar pegar apenas 1 informação que foi deletada por engano e/ou intencional.
  • Ter acontecido um desastre de perda parcial/total dos arquivos.
  • Corrompimento do banco de dados.
  • Perda total do servidor (Queima do HD exemplo).
  • Atualização malsucedida.
  • Instalação de plugin que deu errado.
  • Migração.
  • Teste.

Qual forma de realizar o backup?

A fórmula para qualquer backup bem sucedido e simples: Copia arquivos + Exporta o banco de dados. Simples não?

Existem programas que fazem o backup direcionado também, porém não vamos abortar nesse artigo, pois é um assunto mais especifico para outro post.


Qual forma de realizar a restauração do backup?

E a fórmula para qualquer restauração de backup e só importar o(s) arquivo(s) parcialmente ou totalmente caso for para recuperação em partes claro, e a importação do banco de dados. Em alguns casos pode-se optar por exportar e importar só algumas tabelas do banco de dados.


Como saber se meu Backup está funcionando?

Recomendo a você, que de tempos em tempos, pegue um backup de forma aleatória ou a última instancia feita e suba em um ambiente de testes simples, como uma máquina virtual ou um computador físico mesmo.

Nunca teste a restauração do backup com o GLPI em produção, principalmente se for um teste e não realmente necessidade.

É válido salientar que o processo de validação do backup não serve apenas para saber se o backup está sendo feito, mas sim que possa ser utilizado esse backup em caso de necessidade.


Qual a frequência do Backup?

Para responder essa pergunta corretamente, ela e individual para cada instância e depende de muitos fatores, que vou tentar exemplificar aqui para ficar claro:

  • O processo de backup atual usa muito recurso da máquina que está alocada?
  • O processo de backup demora quanto tempo?
  • O processo de backup é manual ou automático?
  • O processo do backup sobrescreve o antigo ou cria um novo backup?

Eu recomendaria a frequência para a mais curta possível e que mantenha mais backups possíveis também, pois nunca se sabe o dia que vai precisar dele.


o Backup

O backup que vou mostrar aqui e bem simples, e é feito de forma manual. Existem outros tipos de backup utilizando ferramentas para criar cópias dos arquivos, fazer download de banco de dados e salvar em pasta atualmente, mas não vou abortar esses outros métodos nessa postagem, que gostaria de começar pelo básico e explicar o conceito.

Para realizar o backup, vamos dividir em 2 simples processos:

  • Copiar os arquivos.
  • Download do Banco de Dados.

Arquivos

Os arquivos mais importantes, que são os que fazemos upload para o GLPI por meio de chamados, base de conhecimento, importação, etc.. ficam todos em (../glpi/files), porém como queremos fazer o backup completo, estou recomendando fazer o backup da pasta inteira do GLPI.

O caminho correto da pasta de arquivos do GLPI ficam geralmente em um dos exemplos abaixo, dependendo do seu sistema operacional.

Uma vez localizado os arquivos do GLPI, basta copiar para um local seguro de sua preferencia. Lembrem-se esse local obrigatoriamente precisa ser fora do local onde está hospedado o GLPI, ok?, se não seria como colocar dinheiro em um cofre e deixa a chave em cima do cofre.

Alguns comandos e informações úteis sobre a forma de copiar.

Windows: Tenho um post exclusivo sobre esse processo, basta clicar aqui, ou no link abaixo.

Linux: Comando para copiar uma pasta inteira seria algo como:

cp -r /var/www/html/glpi /pasta/de/destino

Algumas aplicações automáticas para deixar o processo um pouco mais eficiente, é compactar os arquivos para deixar tudo em um só, seja em .zip, .gz ou .tar, fica a dica. Assim no transporte dos arquivos de um servidor para outro vai ser bem mais rápido.

Banco de Dados

No banco de dados, o processo também é simples.

Windows: Tenho um post exclusivo sobre ele, aqui ou no link abaixo

Linux: Basta executar o comando abaixo, modificando-o é claro a seus critérios.

mysqldump -u usuario -p nome_do_banco > nome_do_arquivo.sql

Lembre-se de salvar o arquivo exportado na extensão .sql junto ao backup de arquivos.

phpMyAdmin: Após o login com sucesso no seu painel do phpMyAdmin, selecione o banco de dados do GLPI, no menu suspenso selecione a opção “Exportar”, deixe nas configurações padrões e clique em “Executar”.

Lembre-se de salvar o arquivo exportado na extensão .sql junto ao backup de arquivos.

A Restauração do Backup

Para realizar a restauração e muito simples. Primeiro certifique-se que se for um ambiente de teste, você tenha subido uma instância do GLPI na mesma versão que o seu backup é, então se o seu GLPI do backup é 9.5.5, a instância do seu ambiente de teste também tem que ser 9.5.5 para não haver incompatibilidade.

Muito bem, agora que você se certificou que ambos estão na mesma versão basta importar o banco de dados para substituir o atual, e migrar os arquivos parcialmente ou totalmente do seu backup para a instância atual.

No caso dos arquivos, o processo seria algo assim:

cp -r /pasta/de/origem /var/www/html/glpi

O processo acima e bem similar no Windows e Hospedagem compartilhada, a diferença só e a forma de mover e o local do arquivo, conforme escrito mais a cima nesse artigo.

Agora o banco de dados, acesse ele da forma que achar mais fácil, seja ele por comando em um terminal ou phpmyadmin.

O comando para importação do Banco de dados em um ambiente Linux através do terminal, seria algo como:

mysql -u usuario -p nome_do_banco < nome_do_arquivo.sql

E caso for através do phpMyAdmin, e simples também, basta acessar o painel via web, selecione o banco de dados do GLPI, no menu suspenso selecione a opção “Importar”, deixe nas configurações padrões, selecione o backup do banco em formato .sql e clique em “Executar”.


Espero que esse artigo tenha sido válido para você, tem algo a acrescentar? Agradecer ou criticar?, deixe nos comentários que ajudo sempre que possível da melhor forma. Temos o nosso fórum também aberto.

Deixe uma resposta